Lettera amorosa
Respiro o teu corpo:
sabe a lua-d’água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa-louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca
(Eugénio de Andrade, Mar de Setembro)
....teu corpo tão longe hoje e minha boca busca-te
sábado, 10 de abril de 2010
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