domingo, 17 de abril de 2011

Como romper o silêncio

[…]

Mas como romper este silêncio esta mudez do silêncio

como descobrir essa outra língua sobre a pedra

como sulcar esta outra terra interior

como descobrir esse outro rosto do outro lado

como erigir o campo nestes campos sombrios

obscuridade obscuridade mudez do silêncio cinza e cinza[1]



[1] António Ramos Rosa, “Ardem os tentáculos do polvo e arde a rosa”, As Marcas no Deserto, Lisboa, Vega, 1980, p. 59.

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