«Despe-te! Não há outro caminho.» E. de Andrade
Jaz um corpo no chão.
Em parte nu, em parte vestido.
A pele queimada,
ferida
por tão violento incêndio.
Nos olhos entreabertos o medo
Medo de ser tocado. Tudo dói
Medo de ser despido. Já não é corpo o que resta.
Medo de ser levado dali. Não há lugar onde.
A saliva e as lágrimas que foi vertendo no seu solitário e silencioso pranto cairam na terra seca.
Talvez algo
segunda-feira, 20 de junho de 2011
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