Um sentir que me falta, me prende não sei como
Quero ser o que não sou e sou incapaz de ser o que quero
Meu corpo é-me estrangeiro e repilo teu corpo que me quer consolar
Na solidão mais obscura procuro companhia. Uma companhia que me deixe só...
Ocupo um espaço que não sei habitar: impenetrável, invisível, inaudível
Cercam-me abismos e meus olhos cerrados não vêem pontes
Prisioneiro de mim divago, derivo
A certeza da morte impede-me de viver
Os infinitos possíveis obnibulam o possível finito
sexta-feira, 15 de julho de 2011
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