sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Devagar

Devagar, devagarinho
desço ao obscuro de mim

Sou comum onde me julguei única
Sou fraca onde me julguei forte
Não sou onde julguei ser-me

Retomo pelo caminho de volta

Na fé fundamental refundarei o meu juízo de mim
E procure novos povos
que nova me achem
e comigo creiam
na inacreditável unicidade

Devagar, devagarinho
subindo
subindo

1 comentário:

rasgos de ser disse...

NO PONTO

No ponto onde o silêncio e a solidão
Se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei em vão,
Tão nítido e preciso era o vazio

Sophia de Mello Breyner Andresen