Voa a sílaba doente
não há ar que a leve
não tem ouvido que a escute
enrolo meus braços em mim para recordar que tenho corpo
fecho-me e desejo-me
nada
o vazio
outro sinal
«os sinais não dizem nada perante o meu vazio», grita Eva
E continuarão a não dizer nada enquanto teus olhos e teus ouvidos não forem capazes de lhe conferir sentido
E para lá do não
a solidão abismal
a cultura da dor
o prazer da dor?

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